Mágica empatia, a mais simples das químicas.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
O desejo
Não sei como foi, em que árvore me encostei, em que roca me piquei; Apenas é tudo tão natural como um iogurte: sem sabor, contudo com grandes transformações anteriores.
A minha capacidade não permite chamar-lhe saudades do passado, apenas medo do futuro. O desejo de encontrar algo (ou alguém); a peça chave do puzzle, ou do quebra-cabeças. Talvez seja o refrão da melodia que toca na minha vida à anos, meses, dias, horas e segundos.
Voltei a buscar tudo de novo, só que com designações diferentes, mais fáceis de explicar e de ninguém perceber; Algo que fosse tão meu como estas palavra.
Vasculhei todas as vidas que achei e dei-me conta das amizades que perco cada dia; por futilidade minha, ou talvez pelas mudanças repentinas.
Choro por trocar os que amo pelos que simplesmente não me sentem, é a minha estúpida lei de sobrevivência.
Irei continuar a viver assim, tal e qual um cavalo rebelde que vive do que o mundo lhe dá.
Preciso de mudar, até ao dia em que acertarei no desejo e nesse dia irei me perder nas suas linhas.
De vida ou de morte.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Meu rei
Pensei e esqueci.
Os teus lábios beijei
O teu cheiro rompi.
De mim parte fizes-te,
De ti parte não fiz,
Simplesmente rasgaste
O que o passado diz
Voltas de carrocel
A vida deu,
Perdendo o doce mel,
E levando tudo o que era meu.
Voltei atrás e procurei,
Restos do meu poderoso rei,
Restou apenas
O que contigo o passado não levou.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Futilidade à prova de bala.
Uau adorei escrever este texto, é dos meus favoritos sem dúvida.
Fala um pouco das pessoas que se acham perfeitas, quando na verdade nem vida própria têm.
Espero sinceramente que gostem (:
Com o tempo aprendesse a sorrir sem querer, a viver no mundo faz de conta que toda a gente quer de que façamos parte.
Evitar questões inevitáveis, fugindo como se estas fossem enormes catástrofes naturais que dessem cabo do presente, fugindo para o passado e assim ruir todas as estátuas, edifícios e até mesmo fazer com que água fosse engolida para o centro do cérebro.
Seria um desperdício, depois de todas as horas gastas a construir a tal barreira que supostamente só quem tem medo constrói.
Atitudes de criança fingido já se ser adulto. Dizer ser-se capaz de construir uma vida quando nem sequer um único tijolo é capaz de segurar com a confiança que tão necessária é. Rir sem vontade, chorar só porque os outros deprimem também, querer ser aquele ser humano que faz tudo o que é pedido por alguém que inventou tais regras sem nexo algum.
Fingir gostar quando a única palavra que aparece no seu dicionário é odiar. Se fazes questão de seguir este ideal sem erro algum, o meu não apoio aqui se irá encontrar.
Cada um tem a vida que supostamente edifica. Uns utilizam materiais à prova de qualquer tipo de ofensa, sismo, ou mesmo atentado. Os restantes limitam-se a pegar na futilidade e gastam o orçamento para materiais em algo desnecessário, ficando assim com um mundo desprotegido.
Seres humanos cuja cabeça pensa ser resistente a tudo quando nem sequer algo seguro possuem.quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Centro
Todos nós o temos em lugares diferentes, em os mais variados pontos do planeta Terra, de outro planeta qualquer, de uma estrela ou até do pequeno mundo imaginativo que cada um cria na sua cabeça.
Sou daquele tipo de pessoas que revela o seu centro sem qualquer rodeio ou medo algum. Conseigo localizá-lo perfeitamente no mundo dos sonhos e, quem sabe um dia, no mundo real. Sei de cor cada uns dos passos que já dei, sinto-me perto, começo a aproximar-me mais e mais. Tenho medo de que a meio deste longo percurso me desvie e embata em algo que me leve a fazer algo que não quero.
Neste mesmo segundo, as ideias giram, um tanto baralhadas, em roda do meu Sol. Fluem sem grande trânsito, hesitantes, com medo de chocarem, causando assim um enorme engarrafamento.
Juro, nestes preciso instante, combater contra os que no meu caminho se impôrem e dar desprezo aos que apoio não me darem e se limitem a não acreditar em mim. Quero viver, como sempre quis, sem qualquer um se não.
Cinco passos, fecharei os olhos e por fim darei o importante salto, quando os meus pés baterem na terra só quero cair com eles firmes, sem qualquer tipo de ferimento, sem sequer uma perda de coinsciência que me faça esquecer-me de quem sou. Apenas quero isso, depois poderei gozar da doce da amarga textura da vitória de uma vida.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Apanhar do ar.


Peço desculpa por estar tanto tempo sem postar, mas tenho andado ocupada com outras coisas.
Desta vez escrevi algo que não é habitual: um poema.
Pessoalmente gosto mais de escrever em prosa, mas também me desenrasco em verso :D
Ao vento a cabeça encostar,
Ouvir o que me diz
O que tem a confessar,
Fazê-lo tal como eu antes fiz.
Partilhar aos sete mundos
O que a vida dirá.
Contar cada um dos segundos
Consciente de que acabará.
Tentar simplesmente fazer,
O que o vento tão bem faz,
Falar sem medo de perder,
Sabendo que o passado está bem atrás.
Até dez contar
Antes de um só confessar,
Entender o que é sentir,
Fechar os olhos e reflectir
Tudo o que o pobre vento ensina
Aos coitados que o teimam chamar.
Well, eu sei que não sou pró nisto, mas espero que gostem :p
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mais estranho dos sentimentos
O meu caderninho está cheio de novos textos e já tenho montes de novos títulos em que me quero basear.
Hoje fica aqui um texto que apenas descreve o que me tem invadido nestes dias.
Eu sei, é lamechice, mas eu simplesmente escrevo o que sinto, não me importa se faz sentido ou não.
Chega de blá blá.
Se quiseres, lê.
O meu coração bate fortemente quando te vejo, quando te sinto ou simplesmente quando oiço a tua mágica e confortante voz. É como se te amasse sem saber quem és. Vives nos meus sonhos e, aí sim, aí os teus lábios e os meus trocam aqueles movimentos coordenados e é única e simplesmente nos sonhos que o meu coração bate depressa.
Acordo, com o maior dos sorrisos sem sequer saber porque. Sinto-te comigo, sinto que vais aparecer. Tenho medo, da última vez que este pressentimento chegou tu vieste e não eras como imaginei, em todos os sentidos.
Pintei-te bonito e sem me magoares, quando te senti a príncipio não me magoavas, mas não eras tão bonito como te pintei. Aprendi a achar-te perfeito e logo aí me magoas-te, como ninguém antes me magoara. Fizeste com que chorasse as maisestranhas lágrimas e graças a isso aprendi a crescer.
Vi toda a perfeição, outrora ilustrada, ir embora, desaparecendo, assim, no novoeiro da vida. Caí, confesso que achei que nada ia valer a pena e que jamais seria possível senti-lo de novo. Pensei que eras único, mas como já a minha mãe diz, a pensar morreu um burro. Fartei-me de pensar, os fusíveis dos meus neurónios já se iam abaixo e pequenos apagões se davam dentro da minha pessoa. Fiquei completamente cega, às escuras, por longos momentos. Só não queria que te fosses e por isso agarrei-meàs memórias e prendi-te com todas as forças que tinha no momento. Cometi loucuras, parvoíces de que apesar de tudo não me arrependo, só acho que não valeram a pena. Eram dispensáveis na minha vida. Tanto que podia ter ganho que perdi atrás de ti.
Digo com a maior das certezas, estives-te presente, tal e qual como a minha cabeça previa. Aqueles meses que te antecederam, os sonhos, a felicidade inexplicável, tudo igual ao que hoje sinto.
Fica assim, não te mostres, não deixes que o sentimento real volte e me faça tropeçar de novo. Preciso de sonhos, de alegria imaginativa, eu quero tudo isto. Desiludis-te-me e agora já perdi a vontade de fazer o que mandas. Não me magoes mais uma vez, por favor.Jura-me, se te fizeres mostrar não me cortes a sangue frio, preciso de uma anestesia prévia. Depois, depois sim aparece. Meu mais estranho dos sentimentos, amor.
p.s.: este ficou grandinho...