Refomulei o desejo vezes sem conta, talvez por não saber qual era, ou por me perder na pessoa que julgam que sou.
Não sei como foi, em que árvore me encostei, em que roca me piquei; Apenas é tudo tão natural como um iogurte: sem sabor, contudo com grandes transformações anteriores.
A minha capacidade não permite chamar-lhe saudades do passado, apenas medo do futuro. O desejo de encontrar algo (ou alguém); a peça chave do puzzle, ou do quebra-cabeças. Talvez seja o refrão da melodia que toca na minha vida à anos, meses, dias, horas e segundos.
Voltei a buscar tudo de novo, só que com designações diferentes, mais fáceis de explicar e de ninguém perceber; Algo que fosse tão meu como estas palavra.
Vasculhei todas as vidas que achei e dei-me conta das amizades que perco cada dia; por futilidade minha, ou talvez pelas mudanças repentinas.
Choro por trocar os que amo pelos que simplesmente não me sentem, é a minha estúpida lei de sobrevivência.
Irei continuar a viver assim, tal e qual um cavalo rebelde que vive do que o mundo lhe dá.
Preciso de mudar, até ao dia em que acertarei no desejo e nesse dia irei me perder nas suas linhas.
De vida ou de morte.